
O Programa
de Residência Multiprofissional em Rede: Terapia Intensiva acaba de ganhar mais
uma especialidade profissão em sua composição: a odontologia. Em seu terceiro
ano, o programa, até então, era formado por enfermagem, farmácia, fisioterapia,
nutrição e psicologia.
"Com a
regulamentação da necessidade de dentistas dentro da UTI, incluiu-se a
profissão da residência multiprofissional. A equipe de odontologia já está
organizada desde o ano passado dentro das UTIs e, com isso, conseguiu ter
preceptor de odontologia", frisa a coordenadora da Residência
Multiprofissional, Cibelle Antunes Fernandes.
Na primeira
seleção, foram oferecidas oito vagas, onde 43 dentistas se interessaram e se
inscreveram. "O resultado está prestes a ser publicado no Diário Oficial
do DF e as matrículas começam logo em seguida", conta Cibelle. Ao todo, o
Programa de Residência Multiprofissional em Rede: terapia intensiva conta com
91 vagas.
São dois
anos de residência e o estudante passa por atividades práticas e teóricas.
"A proposta do programa é fazer rodízio na rede. No primeiro ano os alunos
passam pela UTI de média complexidade e no segundo, para a alta complexidade.
Com isso, eles passam por três grandes hospitais da rede", detalha a
coordenadora.
Participam
do programa os hospitais regionais da Asa Norte, Ceilândia, Taguatinga, Santa
Maria, da Região Leste e o Instituto Hospital de Base. "Dentistas do
Hospital Regional de Santa Maria ajudaram a trazer a profissão para o programa,
montando cronograma e processo pedagógico", diz Cibelle.
IMPORTÂNCIA
– Para o chefe da residência de UTI, Marcos Pains, essa inclusão será
importante para "formação de mão de obra especializada em uma área carente
e de grande necessidade no serviço público". E completa: "Haverá
padronização do atendimento em todas as unidades participantes, aumento no
investimento em pesquisa científica e maior qualificação do quadro de
servidores da secretaria."
Atualmente,
13 dentistas atuam em UTIs em nove hospitais da rede pública de saúde.