domingo, 22 de outubro de 2017

Contas de luz ficam mais caras no DF a partir deste domingo

Conta de luz da CEB (Foto: TV Globo/Reprodução)


As contas de luz ficam mais caras no Distrito Federal a partir deste domingo (22). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajuste médio de 7,35% para as tarifas.

No caso das unidades de baixa tensão (residências), o índice é de 6,84%. Com esse aumento, uma casa que consome energia de maneira regular e paga conta de R$ 100 por mês passará a pagar R$ 106,84. Já para as de alta tensão (indústrias e grandes comércios), 8,46%.

O reajuste de tarifa é feito todos os anos pelo governo federal. No ano passado, os pequenos comércios e residências viram as contas aumentar em 3,35%. Neste ano, o índice mais que dobrou por causa do custo com a transmissão de energia elétrica.


Segundo a Aneel, as empresas responsáveis por essas torres – que trazem energia e diversas usinas do Brasil para a CEB – estão cobrando a mais por essa transmissão.

HRT fará reconstrução mamária em 30 mulheres

HRT fará reconstrução mamária em 30 mulheres

Aproximadamente 30 mulheres vítimas do câncer de mama serão beneficiadas no mutirão de reconstrução mamária que será realizado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), de 23 a 27 de outubro. A ação faz parte de uma campanha nacional de iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que também será promovida no Hospital Regional da Asa Norte.

Estarão envolvidos na ação cirurgiões plásticos da SBCP e voluntários da Sociedade Brasileira de Anestesiologia. A equipe também será composta por mastologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e anestesistas da Secretaria de Saúde.

"Serão realizadas, principalmente, as reconstruções de mama em pacientes com sequela de mastectomias em razão de câncer. Mas também haverá mastectomias com reconstrução imediata em pacientes com câncer de mama em vigência", explicou a coordenadora do Programa de Cirurgia Plástica do HRT, Izabelle Montanha Barbosa.

A médica explica que a reconstrução mamária envolve técnicas para devolver o seio a pacientes que precisaram ter a mama amputada. Geralmente, as pacientes passam por vários estágios até ter a mama restaurada.

"A mama faz parte da identidade feminina. A amputação impacta na autoimagem, na sexualidade e no convívio em sociedade. Muitas pacientes acabam desenvolvendo depressão e outras doenças psicológicas em decorrência da mastectomia", citou a médica, ao lembrar que a doença também afeta economicamente as pacientes em decorrência do afastamento do trabalho.

A coordenadora alertou, ainda, que o autoexame e a visita regular ao ginecologista auxiliam no diagnóstico precoce e tratamento em tempo hábil.

DADOS – De acordo com o Inca, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.


A doença é relativamente rara antes dos 35 anos. Acima desta idade a incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

sábado, 21 de outubro de 2017

Câmara debate proposta do governo para educação e assistência no PLOA 2018



Para discutir a proposta do GDF relativa às áreas de educação e assistência social contida no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2018, a Câmara Legislativa reuniu, nesta sexta-feira (20), no plenário da Casa, representantes do governo e trabalhadores dos dois setores. O deputado Wasny de Roure (PT), que teve a ideia da audiência pública, abriu a reunião apresentando um comparativo entre a PLOA deste ano com a proposição do Executivo para o ano que vem.

De um modo geral, os recursos destinados à educação estão 6,3% maiores. Mas na assistência a queda chega a quase 20%, em algumas rubricas. "É um quadro mais dramático, mais difícil", avaliou o deputado. As despesas com educação chegarão a quase R$ 8 bilhões, enquanto na assistência social a previsão é de R$ 430,6 milhões.

O projeto (PL 1.744/2017), encaminhado pelo Executivo à CLDF no dia 15 de setembro passado, prevê as receitas (incluindo a arrecadação – impostos – e os repasses da União, entre outros) e estima as despesas do GDF para 2018: um total de R$ 42,4 bilhões.

Assistência – Sobre os recursos da assistência, a presidente do Conselho de Entidades de Promoção e Assistência Social (Cepas), Daise Lourenço Moisés, afirmou: "São números que nos afligem. Estamos aqui para tentar melhorar esse orçamento para 2018, mas registramos que já há uma crise se levarmos em conta somente o orçamento do ano corrente". Segundo ela a necessidade é de, no mínimo, mais R$ 80 milhões.

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Social, Solange Martins, destacou as atividades planejadas pela pasta, considerando o orçamento proposto, chamando a atenção para o fato de que a maior parte dos recursos do setor provêm do Tesouro do DF. Entre as ações, mantidos os serviços já existentes, está prevista a implantação de novos programas – família acolhedoras, para crianças; república para jovens; e atendimento em domicílio para pessoas idosas, por exemplo –, com o reajuste dos valores de referência dos serviços que são prestados.

O presidente do Sindicato dos servidores da Assistência Social e Cultural do DF (Sindsasc), Clayton de Souza Avelar, criticou os governos federal e local pelos cortes na área assistencial, "enquanto concede isenções a setores do empresariado". Ele deu exemplos práticos sobre a falta de atenção a cidadãos necessitados, como o caso de uma senhora inscrita em um programa de distribuição de alimentos que, há dois meses, aguarda sua cesta básica.

Marcos Ritzmann, do Cantinho do Girassol, entidade assistencial localizada na Ceilândia, também expôs preocupações com a diminuição dos valores destinados às creches e salientou que os repasses do governo, atualmente, já demoram mais de 60 dias, após a prestação do serviço.

Educação – Representando a Secretaria de Educação, Fernando Ribeiro, inicialmente, lamentou não ter tido acesso antecipado ao levantamento realizado pelo deputado Wasny, "para facilitar o diálogo durante a audiência pública". Ele frisou que os valores que constam na PLOA não refletem exatamente as necessidades de cada área governamental. "Como nas nossas casas, em relação ao orçamento, acabamos por não dispor daquilo que deveríamos contar", argumentou. Lembrou ainda que em meio a todas as despesas, há aquelas que são obrigatórias.

"Do ponto de vista do orçamento, não se percebeu ainda que devemos incluir todos. E vemos também uma reversão de valores de um ano para o outro. Será que vamos ouvir sempre a mesma desculpa de que nunca teremos orçamento que deveríamos ter?", indagou Carlos Alberto de Oliveira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal (SAE/DF), que chamou a atenção para a questão salarial. Segundo o sindicalista, uma greve no ano que vem não pode ser descartada.

O subsecretário de Orçamento Público da Secretaria de Planejamento, Tiago Conde, explicou o processo de construção da PLOA, considerando as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que priorizou as despesas obrigatórias, seguida pelas ações "essenciais para a sociedade". Ele disse que o desafio, "neste cenário de cobertor curto, é atender todas áreas de políticas públicas".

Conde observou que as despesas com pessoal e custeio [manutenção] "são as que mais pressionam o orçamento e prejudicam o investimento [obras]". Também ressaltou que o crescimento do orçamento ficou abaixo da inflação, "para trazê-lo a um patamar mais real". Na opinião do subsecretário, este "é um orçamento justo". Também prescreveu a avaliação de políticas públicas, prática incipiente no país, para auxiliar na definição dos gastos governamentais.

Durante a audiência pública, candidatos aprovados em concursos para a área de educação física, solicitaram aos deputados distritais a inclusão de emenda na PLOA para que ocorram contratações, pela rede pública, no ano que vem.

Marco Túlio Alencar
Foto: Carlos Gandra/CLDF

Comunicação Social - Câmara Legislativa

Gás de botijão leva prévia da inflação oficial a 0,34% em outubro, diz IBGE

botijão de gás


Pressionada pela terceira alta consecutiva no preço do gás de botijão, a prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), fechou o mês de outubro com variação de preços de 0,34%. Em relação a setembro, o índice subiu 0,23 ponto percentual.

Divulgado dia (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 fechou o acumulado no ano (janeiro-outubro) em 2,25%, resultado que chega a ser 3,86 pontos percentuais inferior aos 6,11% do mesmo período do ano passado.

Este é o menor acumulado para um mês de outubro desde os 2,22% de 2006. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 2,71%, resultado acima dos 2,56% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA-15 havia sido de 0,19%.

A alta foi pressionada pelos preços dos combustíveis, em especial o gás de botijão, que fechou outubro com alta de 5,72%. Foi o terceiro aumento consecutivo e a maior alta desde outubro de 2015. O impacto do gás de botijão no IPCA-15 deste mês foi de 0,07 ponto percentual.

O gás de cozinha impactou a alta de 5,36% dos combustíveis domésticos, que influenciaram o grupo habitação, que fechou o mês com elevação de 0,66%.

Segundo o IBGE, a influência da habitação na medição geral ficou abaixo dos transportes (impacto de 0,11 ponto percentual), afetado também pelos reajustes nos combustíveis. A gasolina teve alta de 1,45% entre setembro e outubro, mesmo com a leve desaceleração em relação período anterior, quando a taxa foi de 3,76%. Pesou ainda o aumento de 7,35% nas passagens aéreas.

O grupo dos alimentos fechou outubro com deflação (inflação negativa) de 0,15%. A nova queda foi menor que a de -0,94% de setembro. Contribuíram para a baixa nos preços o alho (-9,88%), o feijão-carioca (-5,95%), o açúcar cristal (-3,63%) e o leite longa vida (-3,52%). Enquanto isso, tiveram alta no período as carnes (0,54%) e frutas (1,40%) tiveram alta no período.

Nos índices regionais, a região metropolitana de Curitiba teve a maior alta nos preços (0,66%), seguido por Salvador (0,64%). Por outro lado, as quedas mais intensas ocorreram na regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (-0,08%) e do Recife (-0,07%).

Com a mesma metodologia do IPCA (indicador que mede a inflação oficial do país), o IPCA-15 tem periodicidade diferente: vai da segunda metade do mês anterior à primeira metade do mês de referência. Ele diz respeito à variação dos preços para as famílias de um a 40 salários mínimos, e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.


Edição: Lidia Neves