Por André Sanchez
Uma das palavras que mais vemos na Bíblia é a que diz
respeito ao dever de sermos obedientes a Deus. Sermos obedientes é a vontade de
Deus para as nossas vidas. A obediência, no entanto, pode ser fundamentada em
aspectos corretos e também em aspectos errados. Deus pode aprovar a nossa
obediência, como também pode desaprová-la.
Por exemplo, podemos ser obedientes por medo de Deus, por
medo de uma pessoa, por medo de sermos punidos; forçados pela obrigação ou
imposição, por conveniência e até sermos obedientes por hipocrisia. Este tipo
de obediência não agrada a Deus.
Paulo observou que os Filipenses, quando estavam em sua
presença se mostravam extremamente obedientes aos ensinamentos de Deus, o que
poderia representar uma obediência com fundamentos errados, provocada apenas
pela presença do apóstolo ali. No entanto, Paulo observa que os Filipenses,
mesmo em sua ausência, permaneciam obedientes a Deus e a Sua palavra:
“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só
na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a
vossa salvação com temor e tremor;” (Fp 2. 12)
O fundamento da obediência deve ser o amor a Cristo e a Sua
palavra. Quaisquer outros fundamentos representam uma obediência comprometida e
que não nos conduzirá à vontade de Deus. O salmista expressa esta realidade:
“De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus
mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” (Sl
119. 10-11)
A obediência não deve ser oscilante, baseada em
circunstâncias ou motivada pelo medo, pela obrigação, pela conveniência, pela
hipocrisia, mas antes, deve ser totalmente baseada no amor a Cristo e a Sua
palavra.
Se ela existe, em que está fundamentada a sua obediência a
Deus?
Fonte: Esboçando idéias