É comum as pessoas chegarem em casa à noite,
cansadas e morrendo de fome, e terem vontade de atacar tudo o que veem pela frente.
Mas é preciso lembrar sempre que a comida não deve ser vista como recompensa,
presente nem remédio para a tristeza, destacaram o endocrinologista Alfredo Halpern e o psiquiatra Arthur
Kaufman.
Segundo Halpern, a compulsão por alimentos não é um
problema de comportamento, mas uma doença que deve ser tratada. Ela tem várias
razões, que podem ser químicas, hormonais, genéticas ou psicológicas.
Já o psiquiatra explicou que confraternizações,
almoços de negócios e outros eventos alimentares normalmente têm alguma emoção
envolvida. Depois do prazer, porém, pode bater o arrependimento.
No caso de casais que engordam após oficializar a
união, algumas dicas são: evitar comer muito fora de casa, em restaurantes; ir
à academia juntos e fazer com que um sirva de exemplo para o outro.
Os médicos também falaram sobre trocas inteligentes
de alimentos, como substituir cookies por castanhas, apostar nas balas diet e
deixar o vidro de chocolate no máximo até a metade, para todo mundo pegar
apenas um.
Fonte de vitaminas, minerais e antioxidantes, a
alimentação saudável ainda melhora o humor. Isso porque, quando há um estoque
baixo de ferro no sangue, as células funcionam mais devagar, os cabelos e unhas
ficam fracos e a pele perde brilho. A pessoa também fica mais cansada e
mal-humorada. Aumentando o aporte de vitaminas, o astral e a disposição podem
se beneficiar.
Além disso, para se livrar do impulso pela comida,
lembre-se sempre dos quatro Ps: prontidão (espere 20 minutos antes de comer,
para ver se a sensação de urgência passa), perseverança (mantenha-se fiel à
dieta), planejamento (preveja situações de risco ou alerta, carregue sempre um
kit de emergência para quando sentir fome ou vontade de comer doces) e proibido
(não entre na busca pelo prazer proibido, permitindo-se cometer um "crime
do bem". Por isso, não faça dietas restritivas, coma de tudo, mas em
quantidades moderadas).